Você diz "I have 25 years" em vez de "I am 25 years old"? Traduz "fazer uma pergunta" como "make a question" e o nativo franze a testa? A tradução literal português→inglês é a armadilha número um, e ela tem raízes gramaticais profundas que poucos professores explicam.
Experimente Amélie grátis →O português e o inglês organizam o mundo de formas diferentes, e o cérebro do aprendiz tende a transferir as estruturas da L1 sem perceber. O verbo "ter" cobre em português o que em inglês se divide entre "have" (posse) e "be" (estado/idade): por isso "tenho fome" vira o famoso "I have hunger" em vez de "I am hungry". O verbo "fazer" é polissêmico em português (fazer compras, fazer uma pergunta, fazer aniversário), mas em inglês cada uso pede um verbo distinto: "go shopping", "ask a question", "have a birthday". Outro calque clássico: "depende de você" → "depends of you" em vez de "depends on you", porque as preposições não mapeiam 1-para-1. Há também a falsa amizade dos cognatos: "pretender" não é "pretend" (fingir), "assistir" não é "assist" (ajudar), "realizar" não é "realize" (perceber). E a ordem de adjetivos: "casa branca" parece pedir "house white", mas o inglês exige "white house". Cada um desses erros tem uma origem L1 identificável — e é nessa raiz que a correção precisa atuar.
Em inglês, idade, fome, sede, calor e medo usam o verbo "to be", não "to have".
"Pretend" em inglês significa "fingir". Para intenção, use "intend", "plan" ou "want to".
O verbo "depend" rege a preposição "on" em inglês, nunca "of". É um erro fossilizado típico.
Perguntas se "pedem" (ask) em inglês, não se "fazem" (make). "Make" é para criar/produzir algo concreto.
"Assist" em inglês significa "ajudar". Para "assistir a algo" use "attend" (comparecer) ou "watch" (assistir TV/filme).
"Agree" já é um verbo completo em inglês — não precisa do "am/is/are". O calque vem da estrutura "estar de acordo".
Ter razão se traduz como "to be right" — adjetivo com o verbo "to be", não substantivo com "have".
Porque a regra "idade = ter" está fossilizada desde a infância. Não basta dar a forma correta — é preciso explicitar o contraste L1/L2: "em português usamos TER, em inglês usamos BE para estados (idade, fome, frio)". A Amélie sinaliza essa categoria toda vez que o aluno erra, criando associação consciente.
São um problema real e persistente. "Pretend", "assist", "realize", "actually", "library", "parents" causam mal-entendidos diários em contextos profissionais. Aprendizes intermediários e até avançados continuam tropeçando porque a forma escrita é quase idêntica ao português, o que reforça a falsa equivalência.
Trabalhe em chunks (verbo + preposição como bloco indivisível): "depend ON", "listen TO", "wait FOR", "think ABOUT". Evite ensinar a preposição isolada — o cérebro precisa armazenar o conjunto. A Amélie destaca o chunk inteiro na correção, não só a preposição errada.
Funciona para ambos. Os calques principais (have/be, fazer/make, falsos cognatos, regência) são compartilhados pelas duas variantes. Quando há diferenças (vocabulário ou pronúncia europeia vs. brasileira), a Amélie ajusta com base no perfil do aluno e cita exemplos da variante correspondente.
Coach IA de inglês que detecta os calcos da sua língua materna. 19,99€/mês — primeira sessão grátis.
Começar →